Foto: Vinicius Becker
Presidente do clube citou "falta de ânimo" como um dos motivos para saída de Bruno Coutinho

O presidente do Inter-SM, Pedro Della Pasqua, explicou os motivos da troca no comando técnico da equipe em entrevista ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio CDN. O dirigente detalhou o cenário que levou à saída de Bruno Coutinho e a escolha de Wiliam Campos para comandar o time nas rodadas decisivas do quadrangular do rebaixamento do Gauchão.
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Segundo Della Pasqua, a decisão partiu de uma avaliação interna sobre o desempenho da equipe e o momento do grupo no vestiário.
— A gente tem uma análise interna da competição e do desempenho da equipe. Entendemos que era o momento de dar uma agitada no vestiário e fazer a troca. Isso é comum no futebol. Quando a gente não consegue resultados, a gente tem que fazer uma substituição que gere um novo ambiente, gere um novo ânimo para os atletas. Apesar de eu achar que o trabalho do Bruno é muito bom — afirmou.
O presidente destacou que a avaliação da direção vai além dos resultados e valorizou o trabalho feito por Bruno Coutinho no processo de acesso do clube à elite estadual.
— Eu entendo que o torcedor analisa somente o resultado. A gente, como dirigentes, não pode analisar somente o resultado. Analisa todo o contexto. O Bruno, ele é muito trabalhador, ele fez uma baita gestão de elenco, ele subiu o Internacional após 14 anos, isso não vai ser esquecido, ele já tá na história do clube — disse.
Della Pasqua também revelou que o desgaste emocional do treinador pesou na decisão.
— A gente, em comum acordo, chegou a essa solução, devido a falta de ânimo que o Bruno já estava. Ele entendeu e a gente também que o discurso dele já não estava surtindo efeito. O treinador tem que ser um cara que acredita no trabalho. Ele mesmo nos falou que estava muito abalado e abatido. Então a gente acabou fazendo a troca devido a esses motivos — declarou.
Perfil e fatores que levaram à escolha
Ao justificar a contratação de Wiliam Campos, o presidente citou a trajetória no futebol do interior e a relação histórica com o pai, Beto Campos, técnico campeão gaúcho pelo Novo Hamburgo em 2017.
— O Wiliam é um treinador que, para quem acompanha o futebol do interior, dispensa apresentações. Ele é filho do Beto Campos, começou como auxiliar do Beto. Então ele foi galgando espaço no futebol e, em carreira solo como treinador a partir de 2019, é um cara que tem muito resultado — afirmou.
O dirigente ressaltou conquistas e reconhecimentos recentes.
— Ele é bicampeão da Copa FGF, subiu o Santa Cruz para a Divisão de Acesso, tem três títulos na carreira. Foi eleito o melhor treinador do Campeonato Gaúcho de 2024 da primeira divisão, naquela campanha histórica que o Guarany de Bagé fez — disse.
Outro ponto considerado foi o conhecimento do elenco e dos adversários diretos.
— Ele conhece o nosso principal adversário dos próximos dois jogos, que é o Guarany de Bagé. Ele montou aquele time. E também treinou muitos dos nossos atletas. A gente contabilizou que ele treinou 12 atletas do nosso elenco. Então é um cara que chega e não precisa se apresentar — explicou.

Chegada imediata e missão de permanência
Conforme o presidente, a negociação ocorreu logo após o desligamento de Bruno Coutinho. Wiliam Campos chegou a Santa Maria ainda na noite de terça-feira (10).
— Ontem mesmo, após o desligamento do Bruno, fizemos contato com o Wiliam e ele prontamente falou que era um sonho treinar o Internacional de Santa Maria. E que entendia que poderia ser em um momento mais tranquilo, mas que não ia fugir do desafio pela torcida e pela camisa que temos. Ele chegou na cidade às 21h30min da noite e já fomos jantar direto para tratar das questões de treinos e da equipe — relatou.
Della Pasqua definiu o momento como decisivo e comparou a luta contra o rebaixamento a uma campanha de acesso.
— A gente tem uma missão e não pode fugir dela. A missão é deixar o Internacional na primeira divisão. Eu considero esse momento um novo acesso, porque a nossa permanência é como se fosse um acesso — concluiu.
Confira a entrevista completa